P E N G U I N · B O O K S : · D e · E d w a r d · Y o u n g · a · J a n · T s c h i c h o l d

Foi há quase 80 anos que nasceu a conhecida editora Penguin Books, mais precisamente no ano 1935.
Se um dia as suas capas se destacaram pela perfeita harmonia entre os elementos tipográficos, não foi graças ao seu design inicial, da autoria de Edward Young. As suas capas revelavam hierarquias confusas, dispersão dos elementos e até mesmo alguma imaturidade na composição.
Não se lhe pode, no entanto, retirar os créditos do layout original, pois foi nele que Jan Tschichold se inspirou para criar a sua famosa composição. 


No final dos anos 40, Jan Tschichold redesenhou as capas da editora, recorrendo aos a regras de equilíbrio na composição tipográfica teorizadas pelo próprio. Longe de intencionar uma renovação radical, o designer e tipógrafo pretendeu, acima de tudo, afinar questões de espacejamento e proporção, bem como acentuar a definição das hierarquias.


Também a apresentação do nome da editora sofreu alterações. Sendo um incondicional defensor da clareza e objectividade dos tipos de letra grotescos (ou sans-serif), Tschichold substituiu a anterior Bodoni Ultra Bold pela Gill Sans, já então utilizada nas restantes referências.


Por fim, redesenhou o logótipo figurativo do pinguim, atribuindo-lhe uma posição vertical estática, em vez da sua precedente pose instável.


Assim, sem ter perdido os seus principais traços de identidade, a editora Penguin Books ganhou uma imagem renovada, com notáveis melhorias a nível do equilíbrio, da harmonia e da legibilidade.


Fonte: Retinart

Comentários

Mensagens populares